Y! O Último Homem – Extinção

Y! O Último Homem – Extinção

Depois da indicação dos amigos, das criticas que li, dos 3 Eisner Awards, não tem como não ficar curiosa a respeito. Confesso que nem esperava que fosse ser lançado tão rápido (em relação ao período que comecei ouvir comentários sobre ela entre a galera, faz pouco tempo).

Pois bem, a finada Pixel Media havia inciado a publicação da HQ dentro da Pixel Magazine. Mas, pelo drama que houve com essa editora e com a venda dos direitos da Vertigo pra Panini (veja sobre isso aqui), a Y! The Last Man escrita por Brian K. Vaughan e ilustrada por Pia Guerra se tornou Y! O Último Homem: uma HQ dividida em 5 partes, R$ 16,90 cada uma.

E quem diria que seria uma jornada achar essa revista? A distribuição é setorizada, então eu só encontrei na Casinha das Letras. Ótima revistaria por sinal, recomendo. Lá sempre acho de tudo.

Então vamos a história em si. Lembrando que nunca li a HQ antes, e não me atrevi a pesquisar spoilers.

Y! O Último Homem é o tipo de HQ que transforma um mundo perfeitamente normal com algo átipico que ocorreu/ocorre em um verdadeiro caos. Esse tipo de trama desenvolve-se de tal forma que se torna um universo complexo, difícil e delicado. Watchmen faz isso e é muito genial. Logo Y! tem tudo pra ser também.

A morte de todos os seres do sexo masculino na Terra: quais seriam as reações? As consequências? O que seria de nós mulheres dentro desse contexto? Eu acho que Vaughan começou desenhando bem uma possível realidade nesse mundo absolutamente caótico.

O detalhe que mais me deixa angustiada são as situações das mulheres que tinham uma vida normal serem alteradas por catástofres de proporção mundial. Uma supermodelo se torna uma catadora de corpos. Mulheres arrancam um seio por um ideal insano. As únicas militares realmente ativas tentam dominar os estilhaços de um mundo em frangalhos.

E é nesse cenário que vemos um comportamento meio absurdo do único rapaz que sobrou no mundo: com a mesma petulância masculina de sempre, hehe, tomando atitudes robustas e um tanto inconsequentes nesse círculo caótico. Eu realmente fico apreensiva imaginando se isso fosse real: um rapaz cheio de juventude e ousadia no meio de todas as femêas que estão 24 horas de TPM. (e não é pra ficar?)

Outros assuntos abordados que também são muito oportunos na história são a mais do que controversa clonagem e a inversão de idéias e valores nessa altura do campeonato. É incrível imaginar como as pessoas são vulneráveis a adversidades e o que (quase) sempre fala mais alto é a sobrevivência.

Este primeiro número é o que traça o perfil da HQ. Desesperadora, aflitiva, ao mesmo tempo sutil, cheia de detalhes pra ler e reler. A sensação que eu tenho talvez seja um pouco diferente da sensação dos meninos que leem a HQ. Afinal de contas, a empatia pra mim nesse caso é muito mais fácil (apesar de eu ter a cabeça um pouco fora do normal das meninas por aí, as vezes sou muito moleque ahahaha).

Encerrando, só posso dizer que recomendo MUITO. Pelo menos o início é incrível, de uma perspectiva muito interessante. Estou aguardando o segundo volume quase roendo as unhas.

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