Sherlock Holmes – pensando rápido até demais

Sherlock Holmes – pensando rápido até demais

Chegou a hora de falar da primeira grande estréia de 2010: Sherlock Holmes.

Guy Ritchie finalmente conseguiu atingir o grande público com este filme, que inclusive quase desbancou Avatar do topo das bilheterias americanas no final de semana que estreiou. Rock’n’Rolla, apesar de ter tido certo destaque, ainda é considerado um filme meio underground.

Mas a pergunta que fica é: o que será que esse cara fez com a personagem mais ilustre da rua Baker? Eu pessoalmente coneheço pouquíssimo do Sherlock, nunca li muito ou fui atrás da história do personagem (inclusive posso cometer erros, mas prefiro dar minha opinião meio crua).

Elementar, caro Watson.

Inicialmente eu apreciei muito o visual das cenas. Quando você começa assistir o filme, fica claro que é um ponto de vista diferente. O Guy tem bastante personalidade ao mandar nas cameras e eu acho isso ótimo. Além disso o contexto do filme está na praia do diretor: Londres, subúrbio, personagens rueiros, fotografia sombria. Mas nenhum filme sobrevive só de fotografia e direção de cenas não é mesmo?

Mesmo diante da atuação incontestávelmente brilhante do Robert Downey Jr, dá a impressão que Sherlock é um filme enlatado pelo tanto de informação que a gente vê em cena. Talvez seja só o ritmo do pensamento frenético do personagem, mas cara… é muita informação, parece um resumão de alguma história. Além disso, pelo que me consta, Sherlock não é um grande lutador e de socos, chutes e tapas o filme está cheio. Também achei que pro final a coisa foi ficando meio clichê, mas eu ando com uma sindrome anti-clichê terrível, então já viu. Mas mesmo assim gostei muito do desfecho, não é tão óbvio e fica bem claro que só Sherlock poderia desvendar esse mistério.

Se você quer ir no cinema ver um filme mais inteligente do que a média, te dedico Sherlock Holmes, mas nem é o melhor filme do genero.

Comentários


4 thoughts on “Sherlock Holmes – pensando rápido até demais”

  • De fato, o Sherlock que se retratava por aí era bem almofadinha, quase comportado. Mas a intenção do Guy foi essa, de mudar completamente a imagem tradicionalista do investigador, dando algo mais a ele do que a capacidade intelectual.

    Não, eu ainda não vi o filme; sim, eu conhecia um pouco dele antes do filme; e sim, eu tô marcando pra ir ver com o namorado!

  • Acho que li só dois ou três livros do Sherlock Holmes, mas confesso não ser dos meus detetives prediletos. Prefiro o Hercule Poirot da Agatha Christie.

    Não me surpeende você dizer que o filme é cheio de informações e com um ritmo frenético, dos livros que eu li, e repito, foram só dois ou três, seguem a mesma linha.

    E no final dos livros, o desfecho é mesmo digno de um Sherlock Holmes, alguém que na minha opnião, praticamente adivinha as coisas.

    Mesmo assim, estou curioso para ver o filme, e espero ir em breve.

  • House é baseado em Sherlock Holmes, não sei se você gosta do médico, se sim, a leitura é recomendada, o detetive influenciou em várias coisas no House, desde os vícios ao pensamento analítico, o comportamento disparatado, etc.

    Leia Sir Arthur Conan Doyle, é uma leitura muito gostosa!

    Abraços

  • O que aconteceu, foi que o grande Sherlock dos livros não foi colocado nas telas.

    Se formos comparar com séries, o do filme é um House bombado, que gosta de bater em td mundo e o do livro é mais perto de um Monk, que olha as coisas e consegue juntar as peças praticamente nunca sujando as mãos.

    Mas eu gostei de Sherlock Houses, só acho que eles poderiam ter aproveitado melhor as cameras em slow motion. Se tivesse pelo menos uma no final, encaixaria muito bem!

    Em geral, é o que vc disse, um filme mais inteligente do que a média com muitas informações, mas que conseguem se desenvolver muito bem no final;

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