Contra o Tempo – um deja-vú de sucesso

Cinema
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Engraçado, eu ando bem offline esses tempos do mundinho nerd, e não vou dizer que é uma coisa ruim. Apesar de não estar por dentro dos lançamentos dos filmes, quadrinhos e coisas que amamos da cultura pop, eu ando me surpreendendo sempre que consumo esse tipo de produto. Não ir armada pra cinema com conceitos pré formados, e sem entender nada do background do filme te tira das costas um peso gigante, daquele que te permitem achar o que você quiser e não ter a responsabilidade de ser um critico fodão de cinema. É como voltar as origens e ir ao cinema simplesmente por se divertir e escrever as resenhas pra se divertir.

Sempre que falo nisso me lembro dessa resenha de Atividade Paranormal (que por alguma razão bizarra está com as fotos trocadas), em que eu dou risada até hoje do meu medinho desnecessário.

Mas agora chega de lenga lenga, e bora tirar essa poeira de cima do Batcat ali em cima do blog.

Contra o Tempo (Source Code, 2011) parecia a única opção viável do cinema esse final de semana aqui na região onde moro. Eu tenho uma grande resistência com filme feitos por estrelas recém paridas de Blockbusters adolescentes, e um desses filmes contava com o lobo de Crepúsculo. O resto dos filmes não eram muito atraentes: filmes nacionais, comédias romanticas irritantes, Conan, enfim. Tava difícil. Queria mesmo ter visto Cowboys vs Aliens, mas perdi o prazo do filme. O único filme que restou foi Contra o Tempo, cujo o trailer parecia bem dinâmico e tenso.

Com o Pricípe da Pérsia, Jake Gyllenhaal no papel principal como o capitão Colter Stevens, vamos a uma viagem sem muitas explicações em um trem que segue em direção a Chicago. Ele está acompanhado de uma moça até então desconhecida sem entender muito bem a situação. Quando finalmente se dá conta, o Capitão, na verdade, está no corpo de outra pessoa e em uma situação completamente fora de sua realidade. Em pouco tempo o trem explode e ao contrario do esperado, ele não morre, mas vai para uma outra realidade. Lá ele tem contato com pessoas de um setor de inteligência militar, e finalmente começa entender a sua importância para salvar milhares de pessoas.

O filme em si é mais um filho da tendência que A Origem lançou nos cinemas, os jogos mentais de suspense. Geralmente esse tipo de filme tem uma tendência gigantesca em falhar, como eu mesma já contei tantas vezes aqui no blog. Lembra do filme Vírus? Mas a sorte é que dessa vez o filme faz, em boa parte, o seu papel de ser um bom filme e deixar toda a platéia bem tensa. A história do Capitão é não é contada daquele jeito feijão com arroz, mas sim como um bom filme de suspense deve ser. Acho, porém, que o grande trunfo do filme é lidar com o tempo. Quanto mais os minutos vão passando mais tenso o público fica.

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Olha, nunca fui muito fã do Jake Gyllenhaal, a não ser em Donnie Darko, mas nesse filme ele está bem ao lado da Michelle Monaghan. Eles fazem um casal bem interessante, apesar do aspecto quase robótico dos atores de dentro do trem em boa parte do filme. Foi inevitável pensar que deve ter sido bem desafiador, pra não dizer chato, fazer tantas cenas parecidas para o mesmo filme. Mas isso não transparece nas telas. Uma outra coisa relativamente sem importância que eu gostei muito do filme são as tomadas aéreas da cidade de Chicago. é uma cidade linda demais vista de cima e extremamente interessante.

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No mais, Contra o Tempo é um suspense bem tenso, só se perde um pouco nas explicações finais. Mas nada disso estraga a experiência e a diversão que todo filme deve proporcionar. Tudo isso se torna extremamente relevável quando você descobrir que o diretor desse filme, Duncan Jones, é ultra novato e só tem mais um longa na sua lista de filmes, o Lunar (2009). Ele é filho do David Bowie, o que pode explicar o talento dele. Acho que podemos esperar muitas coisas bacanas da autoria dele em um futuro próximo.

Não posso deixar de dizer que senti uma certa identificação com o filme. Tem muito trem, e eu já andei o suficiente em alguns pra achar que qualquer hora eu posso explodir dentro de um ahahahah. Acho que cheguei a sonhar com isso, mas não tenho certeza. 😉

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